Os Pleitos do Setor de TI para as Eleições 2010
A Tecnologia de Informação é um mercado potencial dos mais atrativos e crescentes do mundo, pela demanda gerada por todos os setores da atividade econômica e social: dos serviços públicos, à automação industrial, às redes de comunicação, ao controle de criação e produção na agropecuária, à educação, etc.
Em recente divulgação na mídia, apenas para exemplificar, “o setor de TI mundial movimenta valores da ordem de U$ 1 trilhão por ano. A projeção de diversas consultorias internacionais é de um crescimento aproximadamente de 6% em 2009. As tendências de maiores crescimentos do setor estão nos países de mercado emergentes, como a Índia, China e também o Brasil”.
O desenvolvimento tecnológico torna-se cada vez mais um fator estratégico e preponderante para obter e manter a competitividade das empresas no mercado global. As nações desenvolvidas têm priorizado os mecanismos de incentivos à inovação tecnológica como meio estratégico para fazer frente à competitividade internacional. Devido à penetração da Tecnologia da Informação em todas as esferas das atividades econômicas, o seu desenvolvimento gera reflexo significativo na melhoria da competitividade de todos os setores, empresas em geral e pessoas.
Goiás possui vocação para o desenvolvimento de software. A maior riqueza não está somente nos recursos naturais, mas na riqueza do capital humano. É um setor que cresceu surpreendentemente nos últimos anos, de forma autônoma, sem grandes apoios e incentivos e sem planejamentos, composto por várias empresas de pequeno porte e um número significativo de empresas de médio e grande porte que oferecem produtos e serviços inovadores e altamente competitivos. O estado, por exemplo, já é reconhecido por soluções de alta tecnologia em software de sistemas integrados de gestão empresarial (capaz de se adaptar a nossas intrincadíssimas legislações).
Além disso, o Brasil é um dos maiores mercados de software do mundo. Conforme relatório Panorama da T.I. no Brasil – 2009, elaborado pela MBI, “o Brasil pode ser situado entre os dez maiores do mundo. Em dimensões, pode ser comparada a países como Índia, Irlanda, China ou Israel (...)”. Em relatório das entidades de TI consta que “o Brasil é o 7º maior mercado de software no mundo, crescendo a uma taxa média anual de 11% (...)”.
Em busca de superar os desafios para o crescimento do setor a Comunidade Tecnológica de Goiás – COMTEC encaminha os seguintes pleitos:
01 - Poder de compra do governo: Utilizar melhor o poder de compra do governo para incentivar e alavancar o crescimento das empresas de software e serviços de TI. Repensar o papel do estado como desenvolvedor de software, se reposicionando como gestor do conhecimento dos processos públicos de gestão e contratante de soluções de software desenvolvidas por empresas locais. A indústria de TI, cada vez mais perde, em volume de negócios como os governos, para as grandes multinacionais. Além disso, cada dia mais o governo concorrem com nossas empresas e aumenta a contratação de profissionais de informática, na contramão da crescente terceirização dos serviços de TI na iniciativa privada. Este quadro precisa mudar!
02 - Formação e qualificação profissional: Uma maior oferta de profissionais qualificados é decisiva para promover o crescimento das empresas de TI. A formação de profissionais com um perfil voltado ao mercado é fundamental para que os egressos das faculdades possam ser absorvidos pelo mercado de forma mais rápida e sem gerar custos adicionais com formação complementar, para as empresas contratantes. Infelizmente há um descasamento entre os programas de formação das instituições de ensino superior e as demandas de mercado. A UEG deve ser totalmente orientada para o mercado e inteirar-se com a comunidade empresarial sobre quais os caminhos da formação necessários para atender as empresas. Também é preciso investir na atualização dos professores e na disponibilização de cursos de pós-graduação voltados as especialidades das quais carece o mercado.
03 - Acesso a capital: Implementação de mecanismos diferenciados de financiamento pela Agência de Fomento, às empresas de TI, que tem no seu trabalho intelectual o maior patrimônio, não possuindo as garantias reais que setores mais tradicionais possuem e que o sistema financeiro exige. Inserção de mecanismos de financiamento aos clientes das empresas de TI para aquisição de software e serviços. Incrementar no FCO recursos específicos para o setor.
04 - Estímulo a internacionalização das empresas: O processo de internacionalização engloba o estímulo à exportação, a formação de parcerias internacionais, tradução dos softwares, missões internacionais e criação de escritórios internacionais para divulgação da marca Goiás. As empresas de TI precisam de apoio para alcançar esta realidade, caso contrário podem ficar fora do mercado, dominado por empresas estrangeira que possuem benefícios locais.
05 – Incentivos Públicos: Oferecer um conjunto de incentivos públicos que ultrapassem os meros incentivos fiscais e possam carrear recursos financeiros capazes de alavancar as empresas de TI de forma agressiva. Esse incentivos podem englobar investimentos em infraestrutura, financiamento de projetos, incentivos à inovação, subvenção econômica para formação de recursos humanos necessários às empresas.
06 - Constituição do Fórum de TI: O modelo adotado pelo governo, de desenvolvimento interno dos seus próprios softwares, inibe o crescimento das empresas além de competir com as mesmas pelo profissional de TI. A criação do fórum de TI envolvendo a sociedade organizada bem como as entidades empresariais promoverá a elaboração de políticas mais amplas de participação e colaboração no desenvolvimento de tecnologias para o governo e para a sociedade. Unindo os esforços de todas as entidades poderemos avançar ainda mais para o desenvolvimento tecnológico do estado.
07 - A marca Goiás TI: Promover a indústria de TI é fator crítico de sucesso para a entrada em novos mercados. O estado possui uma identificação forte com a o agronegócio, precisamos mostrar que possuímos um setor que oferece uma vasta quantidade de soluções e produtos de alta tecnologia. A participação do setor de TI em parceria com o governo impulsiona o posicionamento do setor no mercado nacional e internacional.
08 – Apoio na Implantação do Parque Tecnológico: A construção de um Parque Tecnológico envolve mais do ajuntar empresas de TI em um mesmo local, como se fosse um condomínio empresarial. É preciso envolver um conjunto de recursos que vai desde as entidades de formação, centros de pesquisa, desenvolvedores de produtos, distribuidores, serviços de infraestrutura, processos de divulgação e formadores de opinião, com um objetivo comum de desenvolver a indústria de TI com amplo potencial de atendimento de demandas locais e mundiais. É papel do governo do estado atuar fortemente para gerar as condições de implantação de um parque com essas características. Essa ação envolve cessão de espaços físicos, aporte de recursos financeiros e investimentos complementares para estruturação física dos espaços. Também é necessário um política clara do Estado para atração de empreendimentos de porte mundial para o parque, com forma de lastrear os empreendimentos locais e dar visibilidade ao ambiente criado.
09 – Incentivo a Inovação: Cumprir a lei e repassar 0,5% da receita líquida do estado à FAPEG para financiamento de pesquisas, priorizando setores estratégicos para o desenvolvimento do estado, como é caso da tecnologia da informação e comunicação.
10 – Criação de Pólos de TI: Criar pólos industriais nas principais regiões do estado no sentido de promover desenvolvimento regional através de uma política de incentivo para atração de empresas, fortalecimento das industria local e criação de novas empresas.


